Não podia haver melhor para mim. Já chegava realizada. Podia morar em qualquer parte do mundo, mas a cidade me chamava. Resisti aos encantos de várias outras que amo de paixão. E aqui estou. Sem arrependimentos.
À época do Centenário de Belo Horizonte, Beagá, como carinhosamente dizemos, fiz o soneto que abre minha passagem na cidade e com o qual todos vocês poderão partilhar desse presente que é Beagá. Ele está publicado no meu livro Contato Urbano - poesia, 1999.
Pela BR, o ônibus vinha.
Atlético e Cruzeiro veria
A grande cidade centenária.

Belo Horizonte aos pés da Serra do Curral
Chegando a Beagá
A BR 040, sentido Rio de Janeiro. A construção à esquerda é o Ponteio, hoje um shopping. A seguir vem a curva do Chuá, que é um posto de gasolina.
Foto Tirada do Belvedere, já na curva do Chuá, nela há uma construção que fica ao lado do posto de gasolina. Quando me mudei para cá, quase nada havia na entrada da cidade, os bairros eram meros loteamentos, hoje os lotes são raros. Os bairros Belvedere, Santa Lúcia, São Bento e outros têm acesso pela BR, e dão as boas vindas aos que chegam e adeus aos que partem.
Do Belvedere avista-se grande parte da cidade.
A praça do Papa
Praça do Papa, na realidade a praça tem outro nome: Praça Israel Pinheiro. Com a vinda do Papa à cidade em 1980, e celebração de missa, o local passou a ter essa identidade. O obelisco e a cruz são posterior à vinda. Na época o bairro Mangabeiras começava a se desenvolver.

A cidade vista da Praça

Detalhe da Praça com a Serra do Curral ao fundo


A praça do Papa em 1980, quando da visita do Papa, e o Bairro Mangabeiras estava em plena expansão.
SERRAS DE CONCRETO
Da minha casa eu via a Serra do Curral com seus verdes em matizados esplendorosos abraçando a cidade ou enegrecida pelas queimadas ocasionais e depois verdejando em mil tons lembrando-nos que somos parte do seu ecossistema. Agora a cada dia um prédio. Uma serra de concreto se agiganta em tons cinza, e num futuro diferente, tapando o verde, tapando a serra, enclausurando mais e mais a mim e às pessoas nas serras do homem. E meu resto de Serra se vai... dia a dia... se vai... dia a dia.

